O QUARTO DOS DESEJOS (THE ROOM) 2019 – MINHAS EXPECTATIVAS FORAM POR ÁGUA ABAIXO

ALERTA DE SPOILERS!




           Um casal jovem e aparentemente feliz está viajando em uma longa estrada, num carro velho e cheio de sonhos. A premissa clichê não é de um filme de romance, mas sim de um esperado suspense lançado em 2019, nas notificações de trailer do Youtube vi as cenas de The Room com uma imensa curiosidade e esperei seu lançamento. Confesso, que estava enrolando para assisti-lo, não sei se já contei para vocês, mas eu tenho uma lista de filmes que sempre atualizo, quando recebo uma notificação e acho o filme interessante o coloco nesta lista, aliás já está imensa.

            The Room ganhou a tradução O Quarto dos Desejos pela distribuidora nacional, confesso que achei o título rídiculo, primeiro pela mesmice e segundo porque já deixa claro o plot do filme. De produção inglesa e filmado na França, Bélgica e Luxemburgo, o longa é dirigido por Christian Volckman e estrelado pelos atores Olga Kurylenko e Kevin Janssens.

            É impossível falar de The Room e não dá spoilers, então aviso novamente: ALERTA DE SPOILERS! Se você ficou e vai continuar lendo essa crítica, por favor não me culpe, rsrs! A história do filme gira em torno do casal Kate e Matt, que se mudam para uma casa de estilo clássico, a casa lembra muito a do filme Horror em Amityville e chego a suspeitar que é uma referência ao clássico de 1979, para quem não sabe, fazer referências a outros filmes é típico dos diretores que pretendem expor suas influências cinematográficas.

Kate e Matt logo iniciam o processo de mudança de móveis e estilo da casa, nesse período descobrem um quarto escondido e trancado por uma estranha chave. E esse quarto não é como qualquer outro, ele é único, pois ele concede desejos, desde uma garrafa de whisly, dinheiro e... (acho que vou deixar você descobrir ao assistir). A partir daqui o filme começa a explorar a questão filosófica entre vontade e desejo, ao portarem essa descoberta única, os dois farão de tudo para saciar os desejos mais profundo. Mas até que ponto precisamos mesmo daquilo? Até que ponto posso ser refém da minha vontade?

The Room possui um ritmo lento, o primeiro ato é composto logo do impacto da história, a partir do segundo ato o roteiro vai perdendo fôlego, e o que era para ser uma mistura de suspense e ficção cientifica acaba ficando de lado para dá protagonismo aos problemas de relacionamento familiar. Durante 1hora e 39 minutos de filme fiquei esperando a explicação para o quarto: quem inventou? Porque inventaram? Como surgiu? Como funciona o mecanismo?


Nada disso é respondido, a sensação de pontas soltas é angustiante, não sei se você sentirá a mesma coisa quando assistir, mas essa foi a minha impressão. Nas cenas da descoberta do funcionamento e engenharia do quarto, você (espectador) ficará fascinado, esperando que a história dê um salto espaço-temporal e explique aquela invenção. The Room era um dos filmes mais esperados de 2019 e visto como um dos mais promissores suspenses, minhas expectativas estavam altas.

A história não é ruim, mas não espere um filme impactante, longe disso, a história em si lembra um Hamlet revisitado e malvestido, mas nada que tire a diversão, até porque o final do filme deixa em aberto uma possível sequência (torço para isso). Em relação aos pontos técnicos a fotografia do filme é básica, construído em paletas frias, entre o cinza e azulado, é pertinente para a atmosfera incômoda da história. A atuação de Olga Kurylenko e Kevin Janssens está no ponto certo, a angústia criada para seus personagens é um dos pontos altos do roteiro e nos deixa absortos dentro da história.

No mais, The Room é uma boa experiência que te desaponta por não responder o mais latente na história, mas o filme te prenderá até seu último minuto pela simples curiosidade!

 NOTA: 6.0

Trailer The Room (2019) - Legendado



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